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Pela rua e ao redor do mundo – de Chicago ao país Amish

Pode 23 2022

Voltamos de Chicago no sábado e partimos novamente na quarta-feira para conhecer uma comunidade diferente, bem no nosso quintal, os Amish. Começamos o dia comendo um doce icônico da região, os donuts Rise n' Roll – um negócio fundado por uma família da Velha Ordem que os vendeu quando se tornaram grandes demais para o seu gosto. Depois, fomos até Menno-Hof para conhecer um pouco mais sobre o anabatismo e entender melhor a comunidade que exploraríamos mais tarde.

Menno-Hof é um museu em Shipshewana que guia os visitantes pela história da fé anabatista, desde suas raízes até quem eles são hoje. Com guias turísticos, histórias interativas e até mesmo uma sala de tornados, o museu compartilha efetivamente a história daqueles primeiros imigrantes, que buscavam a liberdade religiosa. Os aspectos mais instigantes do museu foram a perseguição aos primeiros anabatistas na Europa do século XVI, onde muitos membros da comunidade foram martirizados por suas crenças. Também foi muito convincente ver como os grupos se separaram, mas continuaram a manter suas crenças fundamentais de serem pacificadores, viver uma vida para Cristo e o batismo voluntário. Ver essa história contextualizou quem os Amish são hoje e como eles interagem com o mundo, incluindo as razões por trás de sua exclusividade.

Depois de sairmos sozinhos, seguimos o mapa e fomos à Owl Toy Craft, uma loja de brinquedos local que fica na porta da casa dos donos. A loja, reconhecida nacionalmente, era muito pitoresca, com brinquedos de madeira feitos à mão, feitos em casa. Nessa loja, ficamos especialmente animados ao ver um pônei em miniatura, chamado Peanut (mostrado abaixo), que pudemos acariciar. Os donos da loja fizeram lindas criações em madeira, o que demonstra que eles dedicaram seu tempo para criar produtos que pudessem agradar a todos, dentro e fora da comunidade. Foi interessante saber que a maioria de seus clientes era "inglesa", um termo que os Amish usam para se referir a qualquer pessoa que não seja Amish.

Rio Norton, Amelia Turnbull

A próxima loja que se destacou foi a Homeland Sales, uma pequena mercearia administrada por Amish. A loja parecia atender aos "ingleses", e não aos Amish, com itens de marca, além de coisas como pop-its e refeições congeladas. Os Amish pareciam até mesmo divulgar seu nome como uma marca, como "temperos Amish" e "manteiga de amendoim Amish". Eles até pareciam se misturar com diferentes culturas, com o tempero para fajitas, que eles marcaram com o logotipo de uma charrete.

De certa forma, o que vivenciamos em Chicago pareceu semelhante ao que vimos em Shipshewana. As comunidades de Chicago, como a Devon Ave., davam grande importância à vida em comunidade, à preservação de sua cultura e enfatizavam a importância da família. Esses valores fundamentais também eram muito fortes na comunidade Amish. Pelo que pudemos observar, os Amish valorizam os laços familiares, vivendo um estilo de vida contracultural, focado na modéstia e na simplicidade. Os dois grupos se apegaram às suas raízes e viveram de acordo com sua própria cultura e crenças, em vez de como o americano médio vive.

Em contraste, Chicago e Shipshewana eram muito diferentes ao mesmo tempo. Embora ambas as identidades tivessem valores semelhantes, elas os demonstravam de forma diferente. A comunidade indígena não valorizava a simplicidade, com roupas mais extravagantes, joias e negócios de sucesso. Os Amish usavam roupas simples e tentavam não chamar atenção.

Shipshewana apresentou as maiores semelhanças com Andersonville, em Chicago, a antiga rua de maioria de imigrantes suecos, mas agora bastante modernizada. Ambos os grupos pareciam "vender" suas culturas, com Andersonville exibindo itens com uma bandeira sueca e Shipshewana fazendo o mesmo, com a palavra "Amish" e a representação de um cavalo e uma charrete em seus produtos. As duas comunidades pareciam se apegar às suas raízes, ao mesmo tempo em que eram uma atração turística.

Os Amish da região parecem ser um exemplo de comunidade que busca preservar o que sabe, ao mesmo tempo em que ensina aos outros sobre suas crenças e o que fazem no dia a dia. Para quem está de fora, os Amish podem parecer uma comunidade fechada, mas são muito mais dinâmicos do que parece à primeira vista.

 

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